Era noite, a saudade nos apertava as demandas cotidianas não nos permitia um contato contínuo. Telefonamos-nos e ali desabafávamos, devaneávamos. Mas isso não nos bastava, até que o convidei a estar comigo, mas sua rotina ainda não lhe permitia, no entanto, numa noite qualquer em meio a um telefonema marcou uma viagem inusitada a trabalho que convergia em um encontro entre um expediente e outro.
nos encontramos na estação, nos beijamos e partimos para nosso destino. No ônibus, quase vazio, nos sentamos ao meio. Ele me Beijou intensamente e depois me olhou com muito desejo. Um desejo que me despertava muita excitação, o desejo do homem a quem amo.
Ele levantou o braço da poltrona e colocou seu braço esquerdo por trás das minhas costas; chegou ao meu ouvido e disse: Amor, eu quero invadir você aqui mesmo. Fiquei assustada, mas não pensei duas vezes, tirei disfarçadamente a minha calcinha por dentro do meu leve vestido longo enquanto ele acariciava as minhas pernas que tremiam de tensão e tanto excitação. Ele então adentrou seus dedos em minha boceta, acariciou de tal maneira que me deixou louca de prazer e desejos ardentes. O sol e a luz do dia contemplavam seu corpo moreno louco para me invadir completamente. Alguém subiu no veículo em uma das estações e prontamente o cobrador circulava pelos corredores do ônibus, o que nos deixava tensos, envergonhados... Porém, ainda mais ardentes e nossos sexos pulsavam de tanto desejo.
Mesmo sob vigilância e a perigo de sermos vistos, nossas mãos se perdiam entre nossas roupas. Quando o movimento se acalmou no veículo, eu já estava trêmula de tanto me conter, deixei um batom cair de propósito, ele abaixou a sua poltrona para tentar pegar meu batom que caira no inferior do veículo entre nossas poltronas.
Perspicaz! Ele não perdeu a oportunidade, olhou ao redor e o clima estava propício, sem medir esforços chupou-me com muita vigor, como quem aprecia um saboroso sorvete em dias ensolarados, respirei fundo para conter os gemidos que poderiam ecoar.
Não dei conta de mim mesma e quando ele se reassentou eu posicionei meu vestido de maneira que cobria nossa nudez, sentei sobre ele e contraí meu corpo enquanto ele apertava meus seios.
Foi tudo muito rápido, sagaz e intenso. Logo senti seu gozo quente adentrar meu corpo. Satisfeita, caí levemente na poltrona ao lado. Olhamos-nos, caímos em riso, cravamos fortemente nossas mãos e nos beijamos novamente.
Ele teve que ficar em um destino e eu em outro. Finalmente... Ainda suspirando em casa cheguei, quando de repente o telefone toca. Ouço do outro lado uma voz ofegante:
"Amor, ainda ficou um pouco do teu tesão aqui". Disse ele ao constatar minha calcinha molhada que se perdeu em sua mochila.
Ana, 15-11-2016.

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