Errante conflito travado
Meus beijos pregavam convencê-lo
Percorrendo pescoço, mordendo orelha a lábios molhados
Resistência rendida, descontruída ao tê-lo
Movimento voraz, seu beijo devorava-me
Mãos rápidas, desbravou em segundos meu corpo, meu SER
Coxas, peitos, bunda, barriga, teu toque lúbrico
desmoronava-me
Rouca empunhava entre os dedos teus cabelos EU QUERO
VOCÊ...
Pressionada contra parede, roça em minha bunda seu pau
latejante
Sua boca macia, extingue qualquer resquício de sanidade
Uma dança descompassada, um movimento inebriante
Desvela-me, o tremer é satisfação a tanta vontade
De joelhos me ponho como soldado vencido
Frente a teu pau grosso, lindo pujante
Delicadamente teu gosto é sentido
Olhos nos olhos, minha boca cheia e teu suspiro
ofegante.
Teu exército foi sobrepujado
Liberdade cativa é desejo velado
Os grilhões abertos e a vontade de não fugir
Rendem-se Mil homens dentro de ti.
Consciente a partida vem de mim
Teu gozo atalhado, teu pedir singelo
Contradiz o início, esse fim
Tua vontade resvala no meu, NÃO MAIS QUERO.
Cristiane
Borba 07/04/2016

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